Conhece o Artista Filipe Neves A.K.A. @Cheveloism

Conhece o Artista Filipe Neves A.K.A. @Cheveloism

  1. O fim da União Soviética tinha florescido há pouco tempo, Bill Clinton tornava-se o 42º Presidente dos Estados Unidos da América, a Tchecoslováquiadivide-se - dando origem à República Checa e à Eslováquia e em Portugal dava-se início àsobras da Expo 98 e o CCB abriu-se ao público.

Na rádio ouvia-se o "Ordinary World" dos Duran Duran, "Please Forgive Me" de Brian Adams. "Linger" dos The Cranberries, "Keep Ya Head Up" do Tupac, "Retrato de um Playboy" do Gabriel o Pensador e "(I Can't Help) Falling In" dos UB40.

Em Moscovo, nascia Шевелов. Poliglota e criativo, a sua inspiração vai beber às suas raízes, aos conhecimentos multiculturais que durante a sua vida tem experienciado.

Desde a vida urbana dos subúrbios de Moscovo, à atmosfera paradisíaca da Ilha das Canárias, ao espírito Português, do campo à cidade. Desde cedo dá importância aos pormenores, vê subjetividade em tudo o que observa.

Assimila os idiomas, as tradições, os desenhos animados soviéticos do Nu Pagadi!,as aventuras de Shurik, as vivências com os mais velhos e as brincadeiras de rua.

Na adolescência mergulha na cultura urbana. Do hip-hop, desde Halloween a Landim, Racionais MC’s e Sabotage, 50Cent a Wu-Tang Clan. Dos Tags’s nas paredes assinados como FN21, às tardes no skate parque. Dos filmes do Tarantino ao Transporting, do Fear and Loathing in Las Vegas ao Requiem for a Dream, mais Cartoon Networks, South Park e Family Guy.

 A arte para ele é isto, a beleza do quotidiano, a ligação que sente com a realidade. Tudo é surreal.

Desperta o conhecimento para artistas como Salvador Dalí, Gaudí, Picasso e Eugene de Blaas. Reconhecido como uma espécie de “manny mãozinhas”, fez da serração a sua 2ª casa por tempos. E já com meio século de vida, começou a expressar-se na arte digital.

Emerge com a sua 1ª publicação, a 28 de março de 2019, Чевеловизм.

 

Surrealismo, Faceless, Pulp Art – O Psicadélico, o Olho e a cultura High: O novo contemporâneo

O seu percurso inicia-se através do Surrealismo. Foi nesta corrente estética do século XX, inspirado por artistas plásticos como Salvador Dali, Renné Magritte, Man Ray, e Terry Gilliam, que procura ultrapassar a percepção convencional e tradicional da realidade, desenvolvendo abordagens com cenários psicadélicos, contraste de panorâmicas e conjugação de realidades.

Como em “Flamingos sky” e “Bonsai inna di bubble” , “"sexual eruption", “"The eyes Chico, they never lie", “Vortex” ou em termos de animação "DrunkNaut", “Fear and loathing in cosmos” ou “Don't ride the white horse".

É nesta fase que emerge a sua coleção “Olho”, sendo este objeto presença constante e muitas vezes, destaque, nas suas obras, como “Cyclopping” ou a animação “Watching”. Bem como a coleção “Facelees”, num teor mais aesthetico do seu percurso, onde inclui a temática High, iniciando a sua ligação gráfica à planta Cannabis enquanto referência decorativa das suas obras.  Nesta inclui o vídeo animado "Even the darkest night will end and the sun will rise- faceless n. 5”.

Mais tarde, surge a coleção de Pulp Art, com um separador ligado à COVID-19 e outro ligado à cultura Psicadélica. Como “Bananabis”, “Pin-up in the sky”, “Covid-19 is ready, “Only coke is Coca-Cola and only Coca-Cola is coke.” e “The invasion of COVID-19”.

Back to the Basics + Urban Art

Através de uma nova reformulação estética de obras da Antiguidade Clássica, surge uma nova vertente da sua expressão artística. Integrando obras Classicistas, Academicistas, Romantismo, Barrocas e Renascentistas– conhecidas pela sua abordagem à estética numa forma de pureza formal e equilibrada, rigorosa e muitas vezes ligada à temática religiosa e espiritual.

Restruturando obras de Eugene de Blaas (Academicismo) William-Adolphe Bouguereau (Academicismo John William Godward (Neoclassicismo), Jean-Léon Gérôme (Academicismo), Carl Bloch (Academicismo e Romantismo), Carlo Dolci (Barroco), numa dinâmica de Urban Art, incluindo tatuagens, TAG’s e paredes grafitadas e muitas vezes incluindo a dinâmica da cannabis.

Como o vídeo “Retratos da cidade branca” com Poema de Napoleão Mira e instrumental de Sam the Kid. Ou imagens como “Mc amém”, “The bouquet by Władysław Czachórski”, "Free your mind of negativity", “Can i have a hamburger please?” “Pray 4 me”, “Christ conscious”, “The creation of Adam 2.0” (em colaboração com Hier) e  “We right here”.

As seguintes gravuras são colaborações entre Chevelov x Amoretti 

Napoleao Amoretti

Title : Naploeão Amoretti by Chevelov 2021

Amoretti Corleone

Title : Amoretti Corleone by Chevelov 2021